Ataque seria para desviar atenção do Exército e tráfico tirar armamento enterrado
POR ROBERTA TRINDADE
Rio - Os tumultos e o ataque à Força de Pacificação no Complexo do Alemão, no início do mês, podem ter sido uma estratégia de traficantes do Comando Vermelho (CV) para desviar a atenção dos militares e retirar armas enterradas nas favelas antes da ocupação pelo Exército, em novembro passado.
A informação chegou ao Setor de Inteligência da Secretaria Estadual de Segurança Pública e aponta detalhes como ‘endereço’ e características do esconderijo do armamento. Dias após o ataque, o general do Exército Adriano Pereira Júnior, do Comando Militar do Leste (CML), declarou que havia indícios de que as confusões foram orquestradas pelo tráfico.

Uma denúncia de que parte do armamento estaria sendo levada para a Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, com autorização de Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, de 35 anos, também está sendo investigada.
Em 30 de novembro do ano passado, policiais da 9ª DP (Catete) apreenderam sete fuzis e uma pistola embalados em sacos plásticos dentro de tonéis de plástico enterrados a dois metros de profundidade, no Morro da Fazendinha.
Na época, o delegado Alan Luxardo, atualmente titular da Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DH-Nit/SG), explicou que a técnica usada pelos traficantes do Alemão para esconder drogas e armas era a mesma utilizada por guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Tumultos, protestos e tiroteio
O primeiro tumulto entre moradores e militares ocorreu dia 4. Soldados tentavam abordar suspeitos que se esconderam em bar, onde pessoas assistiam a jogo de futebol, e foram surpreendidos pela reação de moradores contra a ação.
No dia seguinte, moradores realizaram um protesto ateando fogo em caixotes de madeira e interditando a Avenida Itaoca por 40 minutos.
No dia 6, integrantes da Força de Pacificação foram alvos de um ataque de traficantes que se posicionaram nos morros do Adeus e da Baiana e efetuaram diversos disparos contra a Força de Pacificação.
A informação chegou ao Setor de Inteligência da Secretaria Estadual de Segurança Pública e aponta detalhes como ‘endereço’ e características do esconderijo do armamento. Dias após o ataque, o general do Exército Adriano Pereira Júnior, do Comando Militar do Leste (CML), declarou que havia indícios de que as confusões foram orquestradas pelo tráfico.

Tiroteio no dia 6 fez moradores reviverem momentos de pânico, como ocorria antes da ocupação do Exército | Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia
Segundo fontes do Setor de Inteligência, enquanto o policiamento era reforçado na Estrada do Itararé, bandidos desenterravam armas escondidas em galões azuis na Rua 29, na Vila Cruzeiro, e em pontos da Chatuba.Uma denúncia de que parte do armamento estaria sendo levada para a Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, com autorização de Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, de 35 anos, também está sendo investigada.
Em 30 de novembro do ano passado, policiais da 9ª DP (Catete) apreenderam sete fuzis e uma pistola embalados em sacos plásticos dentro de tonéis de plástico enterrados a dois metros de profundidade, no Morro da Fazendinha.
Na época, o delegado Alan Luxardo, atualmente titular da Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DH-Nit/SG), explicou que a técnica usada pelos traficantes do Alemão para esconder drogas e armas era a mesma utilizada por guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Tumultos, protestos e tiroteio
O primeiro tumulto entre moradores e militares ocorreu dia 4. Soldados tentavam abordar suspeitos que se esconderam em bar, onde pessoas assistiam a jogo de futebol, e foram surpreendidos pela reação de moradores contra a ação.
No dia seguinte, moradores realizaram um protesto ateando fogo em caixotes de madeira e interditando a Avenida Itaoca por 40 minutos.
No dia 6, integrantes da Força de Pacificação foram alvos de um ataque de traficantes que se posicionaram nos morros do Adeus e da Baiana e efetuaram diversos disparos contra a Força de Pacificação.