Em busca de oportunidades, cerca de duas mil pessoas já entraram em nosso país desde a catástrofe, em 2010
POR JOÃO RICARDO GONÇALVES
Rio - Após liderar a missão militar da ONU no Haiti, o Brasil virou sonho de vida melhor para haitianos flagelados pelo terremoto que matou mais de 200 mil pessoas no país caribenho em 2010. Segundo o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur), desde a tragédia aproximadamente duas mil pessoas que desejam se estabelecer em solo brasileiro já cruzaram fronteiras, muitos em busca de oportunidades de trabalho em obras para a Copa e as Olimpíadas.
A jornada dos haitianos até o Brasil pode durar até um mês e custar cerca de US$ 2,5 mil, entre passagens de avião, barco e ônibus, além de cotas para atravessadores ilegais de imigrantes, os ‘coiotes’. Alguns trechos chegam a ser percorridos a pé. A maioria dos imigrantes é de homens com idades entre 20 e 40 anos, mas já chegaram ao País algumas grávidas e até mesmo crianças.
A jornada dos haitianos até o Brasil pode durar até um mês e custar cerca de US$ 2,5 mil, entre passagens de avião, barco e ônibus, além de cotas para atravessadores ilegais de imigrantes, os ‘coiotes’. Alguns trechos chegam a ser percorridos a pé. A maioria dos imigrantes é de homens com idades entre 20 e 40 anos, mas já chegaram ao País algumas grávidas e até mesmo crianças.